Brasil Beverage Trends 2020

293 BrasilBeverageTrends2020 Capítulo 9 VISÃO DE FUTURO Luis Madi Raul Amaral Rego Airton Vialta As tendências e inovações destacadas no estudo Brasil Be- verage Trends 2020 evidenciam em detalhes como o setor de bebidas não alcoólicas representa um dos campos mais férteis para alinhar as políticas de crescimento econômico com aque- las orientadas para a melhora da alimentação e nutrição dos brasileiros. Conforme apresentado no Capítulo 1, o setor ocu- pa posição estratégica no que diz respeito ao desenvolvimento econômico e social. A cadeia produtiva dessas bebidas possui grande quantidade de indústrias, fornecedores, distribuidores atacadistas, varejistas e outras instituições, emprega mais de 2,2 milhões de pessoas (empregos diretos e indiretos), realiza bilhões de reais em investimentos e gera mais de 11 bilhões de reais em tributos federais e estaduais (ABIR, 2014). A criação de empregos tem se dado também pela abertura de novas em- presas, muitas vezes caracterizadas por empreendedores que identificam oportunidades em nichos de mercado que crescem sob a influência das macrotendências do mercado consumidor espalhadas por todo território brasileiro. Portanto, o apoio e o incentivo à inovação no setor de be- bidas não alcoólicas são instrumentos que devem ser ampli- ficados no País, considerando a importância desse segmento em diversas áreas. Entretanto, o setor enfrenta um grande de- safio na luta pela conquista do reconhecimento dos agentes públicos quanto aos diversos benefícios proporcionados por seus produtos, tanto pela presença marcante em momentos prazerosos nos lares, bares, restaurantes, eventos etc. como também pelo papel desempenhado na nutrição da população. Na época da formulação do Plano Brasil Maior, a ABIR realizou esforços de modo a fortalecer a parceria com o setor público, para estímulo e apoio aos investimentos em tecno- logia e inovação. Os trabalhos foram desenvolvidos no senti- do de promover a atuação integrada do Setor de Alimentos e Bebidas junto ao MDIC, por meio dos representantes de suas principais entidades de classe (ABIA, ABIR, ABIPET, ABRALATAS etc.), representantes do meio empresarial e dos trabalhadores, e do Governo como um todo, buscando con- senso em torno de oportunidades, desafios e da solução dos gargalos da cadeia produtiva de Alimentos e Bebidas. Atualmente, pela sua importância e potencial para a re- tomada do crescimento econômico, o setor de bebidas não alcoólicas requer um tratamento específico e prioritário nas políticas de desenvolvimento econômico com foco na inova- ção tecnológica. É fundamental superar a situação na qual, em vez de receber estímulos, o setor opera com elevada tribu- tação de seus produtos e convive com os sistemas regulatório e de investimento sob burocracia pouco eficiente.

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